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Rastreamento do fluxo financeiro e elaboração de um orçamento são fundamentais para realização de projetos pessoais em 2022

13/12/2021 12:46

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O final do ano é o período ideal para tirar uma fotografia da vida financeira e projetar os próximos meses. Antes de entrar em 2022 é importante elaborar um orçamento para identificar o que pode ser feito de diferente neste novo ciclo. Segundo a economista Juliana Barbosa, educadora da DSOP, o ponto de partida é definir os projetos pessoais e familiares, mapear o passado, descobrir para onde estão indo os recursos, identificar excessos e desperdícios.

Consumidores consultados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelaram os gastos que mais pesam nas contas mensais. Os itens essenciais de supermercado lideram e representam 59,7% das despesas para uma parcela significativa dos pesquisados, seguidos de água, luz, telefone, entre outros, que correspondem a 59,2% dos pagamentos para um grupo representativo ouvido pelo órgão. Os custos com aluguel e moradia foram citados como os mais elevados para 24,4%, além de combustíveis, transporte por aplicativo e passagens (21,9%) e despesas médicas, que atingiu 18,7%.

O rastreamento do dinheiro é essencial para a construção do orçamento do próximo ano, assinalou Juliana Barbosa durante palestra promovida pelo programa de educação financeira e previdenciária Conta Comigo da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom). Segundo a educadora, se tiver o sonho de fazer uma viagem é preciso saber como tornar isso possível e o orçamento vai mostrar a viabilidade do projeto. Na avaliação da economista, ele é "um instrumento de construção de vida" que auxilia a aumentar o patrimônio, investir ou levar adiante o plano de aquisição de um imóvel, por exemplo.

Os elementos principais que entram na análise são as entradas de dinheiro como renda ativa, composta principalmente pelo salário, e rendimentos extras de aluguéis ou outros ingressos, se houver. As prioridades também devem ser listadas e reunir provisões de gastos anuais, planos, dívidas parceladas e reservas financeiras estratégicas e para a aposentadoria. As saídas de recursos com despesas com a família, locomoção, educação e gastos pessoais também devem integrar um bloco definido.

Com as entradas e saídas de recursos bem delineadas se obtém o orçamento real que traz exatamente como vai se comportar o fluxo de capital ao longo do ano. Ele constitui a base do orçamento mental, que corresponde ao domínio da movimentação do dinheiro, assinala Juliana Barbosa. Segundo a educadora, o orçamento é um instrumento de análise, que reúne dados sobre a situação financeira, e fornece as informações necessárias para a tomada de decisões.

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