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Prevcom e DSOP orientam servidores a administrar as finanças

17/08/2021 12:17

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A quantidade de meios eletrônicos para transações financeiras altera a percepção que temos do dinheiro. Segundo o professor de educação financeira André Medeiros, precisamos cuidar da maneira como lidamos com as compras porque perdemos parte da sensação de ver o capital ir embora. "São poucas as pessoas que trabalham com dinheiro físico. Hoje ele é magnético, basta a leitura de um chip ou aproximação do cartão, e isso tem um efeito psicológico muito forte", afirma.

Graduado em administração e ciências contábeis e membro do corpo de docentes da DSOP Educação Financeira, Medeiros realizou na última quarta-feira, 11/8, palestra virtual para os participantes da Prevcom sobre os fatores que impedem as pessoas de ter dinheiro.

Durante a "live" o educador tratou dos hábitos que herdamos por força da convivência, da falta de entendimento do real papel do dinheiro e de atitudes para fazer dele um aliado. A forma de lidar com as dívidas também fez parte da discussão com os participantes da Prevcom. A dica de Medeiros é evitar o desespero e negociar até conseguir as condições que permitam resolver o problema de forma equilibrada. As instituições financeiras estão sempre dispostas a propor uma solução mas convém avaliar com cuidado a primeira oferta que, em geral, é melhor somente para o banco.

"Reter dinheiro é uma arte, ao contrário do que a maior parte das pessoas entendem. Não é ganhar bem, mas gastar bem", assinala Medeiros. Este tipo de prática passa pela mudança do modelo mental que muitas vezes determina nossa conduta. "Se fazemos parte de uma família que não respeita os recursos, que gasta compulsivamente, é esse o exemplo que passa para a frente".

Para o educador temos de evitar o imediatismo nas compras e somente tomar uma decisão depois de olhar todas as possibilidades e identificar as melhores condições para fechar o negócio. Esta medida é especialmente importante neste período em que a nossa percepção corre o risco de ser alterada por influenciadores digitais que indicam qual é a moda do momento que representam uma parcela de uma rede de canais desenvolvida para o estímulo ao consumo. "É preciso identificar o efeito manada", alerta.

Segundo Medeiros, o caminho para a mudança dos modelos mentais e do comportamento passa pela busca por conhecimento. As fontes podem ser diversas. Há livros, vídeos no YouTube, cursos e palestras específicas que ajudam a construir uma nova maneira de conduzir o processo. "Temos de atualizar nossa mente da mesma forma que atualizamos o software do computador ou o aplicativo do nosso celular", recomenda.

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